No segundo dia de viagem, acordamos cedo e comemos o cafe da manha. Tinha um negocio muito bom chamado mesaluna, tipo um croissant doce. Vende ate no McCafe de la.
No city tour, tivemos uma parada no centro historico, que eh na Praca de Maio, onde tem a Casa Rosada (a sede do governo), uma igreja linda chamada Catedral Metropolina, entre outros predios bonitos, o metro e tal.
A praca eh muito famosa por aquele episodio das maes da praca de maio, onde, durante a repressao militar, elas iam la protestar pelas prisoes e pelas mortes de seus filhos. Essa epoca foi pior que no Brasil, muita gente morreu nas maos da ditadura.
A praca, como toda a cidade, eh muito politizada. Enquanto os monumentos sao de presidentes e generais, ha bandeiras, placas e pixacoes de protesto em todo o lugar.
O que eu achei mais incrivel mesmo foram as pixacoes. 90% delas sao politizadas, tanto a favor tanto contra o governo.
Eh nelas que se percebe como o peronismo ainda esta vivo. Tem muita pixacao escrito "descamisados", que eh do movimento peronista. Descamisados era como a Evita chamava o povo pobre.
Tambem tem um acampamento pseudo militar no meio da praca, em homenagem aos mortos na guerra das malvinas e tambem pedindo reconhecimento a quem lutou la.
La eu vi os policiais, eles se chamam Granadeiros, eles sao vestidos iguais aos soldadinhos de chumbo.
Ficamos cerca de meia hora ali, eu queria ter ficado mais.
Depois fomos para o Caminito. O primeiro bairro, criado em frente ao primeiro porto, que nem existe mais, la onde onde se popularizou o Tango. Tem ate a musica do Carlos Gardel chamada Caminito, que eh linda.
E tambem eh o bairro do Boca Juniors. Passamos pelo estadio do boca, chamado "La Bambonera", porque tem o formato de uma caixa de bombom.
O Caminito eh um bairro pobre, cheio de corticos e meio perigoso. Eu nao gostei muito, nao tem muito o que ver, soh umas lojinhas de bugigangas para turistas.
Foi la que comprei os souvenir mais baratinhos para trazer pro Brasil.
Tem muita coisa do Maradona, inclusive um sosia que cobra uns pesos para tirar foto. E uns casais que dancam tango com voce por alguns trocados tambem.
No restaurente do lugar, tocava um axe dos anos 90. No Cassino tambem tocava Skank. Acho que os argentinos gostam de musica brasileira.
Depois fomos para o lado norte da cidade, mas nao teve nenhuma parada. Vimos a Recoleta, o Palermo e o Porto Madero. Passamos em frente as embaixadas, uma mais bonita que a outra, a do Brasil tambem vimos, eh linda.
O passeio acabou no centro e fomos comer no famoso Cafe Tortoni. O mais velho de Buenos Aires, blablabla. Acabou sendo uma grande decepcao. Estava lotado, era tudo caro e a comida nao era nem de longe tao boa quanto do cafe simples que comemos no dia anterior. O bife de chorizo deles era menor que um contra file aqui no Brasil.
E o atendimento? A gente chamava o garcon, e ele simplesmente ignorava e continuava conversando.
Tambem foi o unico lugar que efetivamente pediu os 10% e nao pagamos. Explicamos que fomos mal atendidos, e ate olharam feio pra gente.
Era lindo por dentro, e soh. Nao recomendo.
A conta deu 140 pesos. Comparado com o cassino que foi otimo e cobrou 60, da pra ver a diferenca.
domingo, 1 de novembro de 2009
Cassino
Voltamos ao hotel, tomamos banho e nos arrumos para ir ao Cassino.
O taxi do centro ate la deu 15 pesos. Em Buenos Aires eh tudo perto, e por isso compensa muito pegar taxi.
O Cassino fica num barco atracado no porto, no bairro de Porto Madero (um bairro nobre). Tem uma lei la que proibe o cassino dentro da cidade, entao eles fazem no barco, eh um "bug abuse".
A seguranca do Cassino eh melhor que a do aeroporto. Eles te revistam, revistam suas coisas, confiscam tudo que eh eletronico (celular, maquina fotografica, etc), eles guardam e depois vc retira quando sai. Te passam num raio X, detector de metais, tudo.
Dai te liberam para entrar. O Cassino eh bem grande, tem os caca niqueis que lembram os que tem no Brasil, mas sao muuuuuuuito caca niqueis. E as mesas de jogos: tem poker, roleta, black jack, e mais uns que nao lembro o nome.
Voce da o dinheiro direto na mao do crupier e ele te da as fichas. Os caca niqueis tambem aceitam as notas.
Jogamos um pouco de roleta e de caca niqueis, nao ganhamos quase nada. Mas tambem, se gastamos 15 reais foi muito. Os caca niqueis tinham aposta de 5 a 25 centavos, e na roleta com crupier era 5 pesos, mas tinha a roleta eletronica, q a aposta era de 1 peso.
Cada andar tem 1 bar, e no ultimo andar tem um restaurante com vistas para o rio. Comemos la, pedimos um lanche, doces e sucos. O suco estava maravilhoso. Saiu tudo por 60 pesos, e o atendimento foi muito bom.
Levamos do Cassino uma ficha de 5 pesos como souvenier. Nao sei se podia levar, mas tambem nao tinha nada proibindo.
La no Cassino descobrimos a melhor maneira de conseguir pesos: sacando nos caixas eletronicos. Paga-se uma taxa de 11 pesos, mas acho q compensa a comodidade, principalmente pq nao paga pelo cambio de turismo e sim pelo comercial.
Vale comentar que para fazer isso tem que habilitar o cartao uns 2 dias antes ainda no Brasil.
O taxi do centro ate la deu 15 pesos. Em Buenos Aires eh tudo perto, e por isso compensa muito pegar taxi.
O Cassino fica num barco atracado no porto, no bairro de Porto Madero (um bairro nobre). Tem uma lei la que proibe o cassino dentro da cidade, entao eles fazem no barco, eh um "bug abuse".
A seguranca do Cassino eh melhor que a do aeroporto. Eles te revistam, revistam suas coisas, confiscam tudo que eh eletronico (celular, maquina fotografica, etc), eles guardam e depois vc retira quando sai. Te passam num raio X, detector de metais, tudo.
Dai te liberam para entrar. O Cassino eh bem grande, tem os caca niqueis que lembram os que tem no Brasil, mas sao muuuuuuuito caca niqueis. E as mesas de jogos: tem poker, roleta, black jack, e mais uns que nao lembro o nome.
Voce da o dinheiro direto na mao do crupier e ele te da as fichas. Os caca niqueis tambem aceitam as notas.
Jogamos um pouco de roleta e de caca niqueis, nao ganhamos quase nada. Mas tambem, se gastamos 15 reais foi muito. Os caca niqueis tinham aposta de 5 a 25 centavos, e na roleta com crupier era 5 pesos, mas tinha a roleta eletronica, q a aposta era de 1 peso.
Cada andar tem 1 bar, e no ultimo andar tem um restaurante com vistas para o rio. Comemos la, pedimos um lanche, doces e sucos. O suco estava maravilhoso. Saiu tudo por 60 pesos, e o atendimento foi muito bom.
Levamos do Cassino uma ficha de 5 pesos como souvenier. Nao sei se podia levar, mas tambem nao tinha nada proibindo.
La no Cassino descobrimos a melhor maneira de conseguir pesos: sacando nos caixas eletronicos. Paga-se uma taxa de 11 pesos, mas acho q compensa a comodidade, principalmente pq nao paga pelo cambio de turismo e sim pelo comercial.
Vale comentar que para fazer isso tem que habilitar o cartao uns 2 dias antes ainda no Brasil.
Almocando num cafe
Ja com pesos em maos, fomos comer num cafe perto do hotel. La nao tem boteco, o mais proximo disso sao so cafes simples, que ainda assim sao bem bonitinhos.
Pedimos bife de chorizo para mim e costilla de nao-sei-o-que para o Re. As carnes eram enormes, um palmo de carne com uma largura de uma polegada.
As comidas vem acompanhadas de pure ou batata frita. So isso. E eh maravilhoso.
Pedimos tambem um refrigerante de sabor local, o Pomelo. Tem o da coca e o da pepsi, o da coca tem sabor mais forte, o da pepsi eh mais leve. A garrafa de refri tem 350ml e nao 290ml como aqui.
Li num site que eles nao cobram os 10%, mas eh educado pagar. A conta deu 70 pesos os 2 pratos e uns 6 refrigerentes. Come-se bem e barato em Buenos Aires.
Foi estranho pagar a gorjeta, pois eles nao entendiam gorjeta... eu falei meio em ingles, meio em portunhol, e eles finalmente aceitaram o dinheiro.
Depois fui descobrir que gorjeta se chama "propina". uhahuahuahua
Pedimos bife de chorizo para mim e costilla de nao-sei-o-que para o Re. As carnes eram enormes, um palmo de carne com uma largura de uma polegada.
As comidas vem acompanhadas de pure ou batata frita. So isso. E eh maravilhoso.
Pedimos tambem um refrigerante de sabor local, o Pomelo. Tem o da coca e o da pepsi, o da coca tem sabor mais forte, o da pepsi eh mais leve. A garrafa de refri tem 350ml e nao 290ml como aqui.
Li num site que eles nao cobram os 10%, mas eh educado pagar. A conta deu 70 pesos os 2 pratos e uns 6 refrigerentes. Come-se bem e barato em Buenos Aires.
Foi estranho pagar a gorjeta, pois eles nao entendiam gorjeta... eu falei meio em ingles, meio em portunhol, e eles finalmente aceitaram o dinheiro.
Depois fui descobrir que gorjeta se chama "propina". uhahuahuahua
Chegando e trocando dinheiro em Buenos Aires
Chegamos em Buenos Aires na quarta a tarde, como enrolamos no free shop, nao deu tempo de trocar o dinheiro no aeroporto, porque a van so estava esperando a gente chegar para ir embora.
Tinha muito transito na cidade, estava acontecendo algum tipo de manifestacao e levamos umas 2 horas pra chegar no hotel. Passamos por uns bairros bem feios, tipo fabricas abandonadas, com gente dormindo nas portas. Tambem passamos por casas lindas, cada uma tem arquitetura diferente da outra, voce nao ve 2 casas iguais na mesma rua, e eh uma mais bonita que a outra.
Nesse meio tempo deu pra notar 2 coisas: a frota de veiculos da cidade eh antiga, quase nao se ve carros novos, nem os taxis. E os argentinos nao seguem muito as leis de transito, eles andam na contra mao, sobem em cima daquelas "ilhas" de grama que separam as vias. Mas apesar disso, respeitam o pedestre.
Quando finalmente chegamos no hotel, ficamos espantados. Pelo preco que pagamos, o hotel era maravilhoso. Todo chique, com varanda e banheira. Muito bom mesmo.
Os guias falavam em portunhol, dava para entender bem.
No hotel tem varios papeis de restaurantes e passeios, alguns oferecem desconto quando voce leva o papel, compensa dar uma olhada.
O hotel ficava no centro, as ruas sao lindas. Eh como o centro velho de Sao Paulo, so que bem cuidado e sem mendigos. As ruas sao muito estreitas, e a calcada tambem e isso complica ainda mais o transito.
Chegamos so com reais, e tinhamos que trocar o dinheiro. No hotel nos falaram onde ficavam as casas de cambio, ja que os bancos ja estariam fechados.
Andamos ate a Calle Florida para procurar uma casa de cambio. Nos perdemos muito, mas foi bom para conhecer o lugar.
Vimos muitos cafes, ate alguns famosos, passamos pela Avenida 9 de Julho (a guia depois comentou que eh a avenida mais larga do mundo, tem 150mts de pista), nos perdemos, andamos muito e entao encontramos a tal Florida.
Essa Calle Florida eh igual aos calcadoes do centro de Sao Paulo, e os precos sao bem parecidos com os daqui. Entramos na casa da Cambio e alem de eles pagarem muito mal, so iriam trocar se tivessemos com os documentos.
Como o guia disse para nao andarmos com documento, tinhamos deixado tudo no hotel. Foi uma pessima dica, porque ate para passar no cartao de credito eles exigiam RG. Entao, depois disso, passamos a carregar o RG. Mas tem que tomar cuidado, porque se roubam, dizem que eh uma dor de cabeca muito grande para conseguir sair da argentina.
Saindo da casa de cambio sem trocar o dinheiro, estavamos desolados pela ideia de voltar ao hotel, pegar o RG, e voltar para la, sem dinheiro para pegar um taxi.
Foi ai que um senhor muito educado, vestindo terno, nos abordou perguntando se a gente queria trocar real, que ele nao exigia documento. Fiquei impressionada como o cara sacou que a gente era brasileiro e nao tinha conseguido trocar na casa de cambio.
Dai ele levou a gente numa lojinha quase em frente a casa de cambio, uma loja que vendia coisas para celular. Tinha uma portinha, e um cara fazendo cambio la. Pagou melhor que a casa de cambio e nao exigiu documento.
Fiquei com medo de ser nota falsa, mas elas tinham papel moeda e marca dagua, entao aceitamos. E foi um bom negocio.
Tinha muito transito na cidade, estava acontecendo algum tipo de manifestacao e levamos umas 2 horas pra chegar no hotel. Passamos por uns bairros bem feios, tipo fabricas abandonadas, com gente dormindo nas portas. Tambem passamos por casas lindas, cada uma tem arquitetura diferente da outra, voce nao ve 2 casas iguais na mesma rua, e eh uma mais bonita que a outra.
Nesse meio tempo deu pra notar 2 coisas: a frota de veiculos da cidade eh antiga, quase nao se ve carros novos, nem os taxis. E os argentinos nao seguem muito as leis de transito, eles andam na contra mao, sobem em cima daquelas "ilhas" de grama que separam as vias. Mas apesar disso, respeitam o pedestre.
Quando finalmente chegamos no hotel, ficamos espantados. Pelo preco que pagamos, o hotel era maravilhoso. Todo chique, com varanda e banheira. Muito bom mesmo.
Os guias falavam em portunhol, dava para entender bem.
No hotel tem varios papeis de restaurantes e passeios, alguns oferecem desconto quando voce leva o papel, compensa dar uma olhada.
O hotel ficava no centro, as ruas sao lindas. Eh como o centro velho de Sao Paulo, so que bem cuidado e sem mendigos. As ruas sao muito estreitas, e a calcada tambem e isso complica ainda mais o transito.
Chegamos so com reais, e tinhamos que trocar o dinheiro. No hotel nos falaram onde ficavam as casas de cambio, ja que os bancos ja estariam fechados.
Andamos ate a Calle Florida para procurar uma casa de cambio. Nos perdemos muito, mas foi bom para conhecer o lugar.
Vimos muitos cafes, ate alguns famosos, passamos pela Avenida 9 de Julho (a guia depois comentou que eh a avenida mais larga do mundo, tem 150mts de pista), nos perdemos, andamos muito e entao encontramos a tal Florida.
Essa Calle Florida eh igual aos calcadoes do centro de Sao Paulo, e os precos sao bem parecidos com os daqui. Entramos na casa da Cambio e alem de eles pagarem muito mal, so iriam trocar se tivessemos com os documentos.
Como o guia disse para nao andarmos com documento, tinhamos deixado tudo no hotel. Foi uma pessima dica, porque ate para passar no cartao de credito eles exigiam RG. Entao, depois disso, passamos a carregar o RG. Mas tem que tomar cuidado, porque se roubam, dizem que eh uma dor de cabeca muito grande para conseguir sair da argentina.
Saindo da casa de cambio sem trocar o dinheiro, estavamos desolados pela ideia de voltar ao hotel, pegar o RG, e voltar para la, sem dinheiro para pegar um taxi.
Foi ai que um senhor muito educado, vestindo terno, nos abordou perguntando se a gente queria trocar real, que ele nao exigia documento. Fiquei impressionada como o cara sacou que a gente era brasileiro e nao tinha conseguido trocar na casa de cambio.
Dai ele levou a gente numa lojinha quase em frente a casa de cambio, uma loja que vendia coisas para celular. Tinha uma portinha, e um cara fazendo cambio la. Pagou melhor que a casa de cambio e nao exigiu documento.
Fiquei com medo de ser nota falsa, mas elas tinham papel moeda e marca dagua, entao aceitamos. E foi um bom negocio.
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